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Adeus Palmeiras Imperiais Av Jerônimo Gonçalves |
Depois de 100 anos, um dos cartões postais de Ribeirão Preto está de mudança.
Local receberá, em breve, intervenção paisagística, conforme determinação da Prefeita Dárcy Vera. Operação contribui também com obras antienchentes.
A Prefeitura de Ribeirão Preto, realizou no domingo, dia 10, a operação de replantio de sete palmeiras imperiais retiradas da Avenida Jerônimo Gonçalves para as avenidas Fábio Barreto e Rotatória Amim Calil. A operação, iniciada em setembro de 2009, está em andamento em função da continuidade das obras antienchentes. Para realização da retirada das palmeiras, a avenida Jerônimo Gonçalves ficou interditada das 6h às 18 horas.
Atendendo determinação da prefeita Dárcy Vera, a Rotatória Amim Calil passará, em breve, por intervenção paisagística. Por este motivo o local foi escolhido para receber três das sete palmeiras retiradas (com medidas entre 10 e 25 metros de comprimento e peso de até 15 toneladas cada uma). As outras quatro foram transplantadas na Avenida Fábio Barreto, na obra do Memorial.
O trabalho de remoção, realizado pela Leão Engenharia, empresa que venceu a licitação para retirar 50 palmeiras até as proximidades da rua Martinico Prado, ainda removerá 20 destas árvores. A operação deverá se repetir aos domingos até concluir o trabalho, com término previsto para fevereiro.
Palmeiras replantadas no Parque Maurílio Biagi – Em 13 de setembro de 2009 foi iniciado o processo de retirada de um total de 13 palmeiras imperiais da Avenida Jerônimo Gonçalves e replantio das mesmas no Parque Maurílio Biagi onde todas se mantém adaptadas e afixadas ao novo solo. A operação de retirada e replantio vem acontecendo por etapas e, normalmente, nos finais de semana, quando o fluxo de veículos é bem menor.
Fases do processo de retirada e replantio das palmeiras – A operação do replantio acontece seguindo fases e contando com a participação de um guindaste, uma carreta e uma retroescavadeira. O guindaste prende a Palmeira e em seguida, uma retroescavadeira corta o solo ao seu redor fazendo o formato de um quadrado com as medidas de 2,5m por 2,5m de profundidade. Na seqüência o guindaste arranca a Palmeira tombando-a ao solo (e mantendo raízes e volume). Na fase seguinte, o guindaste levanta a Palmeira por dois pontos de fixação e a coloca na carreta que a transportará até o local de destino, onde já existe uma “cova” preparada com as mesmas dimensões do local de onde foi retirada, o que facilita o replantio da mesma. O grande volume extraído de terra, juntamente com a palmeira cria a estabilidade necessária para que a grande Palmeira se fixe no novo solo, preservando também suas raízes.
Presença centenária – As primeiras Palmeiras Imperiais da avenida Jerônimo Gonçalves datam de 1903 e foram plantadas por Max Bartsch, então uma espécie de paisagista contratado pela Prefeitura Municipal e por Cassiano Esteves, funcionário da Prefeitura aposentado em 1957. Ambos foram responsáveis também pelo plantio da vegetação das Praças Carlos Gomes, Praça XV de Novembro, Schmidt e das Bandeiras. Atualmente existem na avenida 128 palmeiras.
De origem asiática, a Palmeira Imperial, provavelmente, foi trazida para o Brasil pela família real, com a vinda de D. João VI para o país. Foi aclimatada às condições brasileiras no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e de lá foi espalhada para as demais regiões do país. Também chamada de “palmeira-máter”, é a mais conhecida entre as 26 espécies exóticas do Brasil.
Palmeiras serão removidas por empresa
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