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Adeus Palmeiras Imperiais Av Jerônimo Gonçalves |
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O secretário de Obras Abranche Fuad Abdo, agradeceu o apoio de todos os envolvidos neste grande trabalho. “Fomos buscar o apoio da iniciativa privada para atender o pedido da prefeita, que determinou a realização de um plano para preservar as Palmeiras Imperiais. A empresa Leão Engenharia está cuidando da retirada deste primeiro lote de 14 palmeiras que serão replantadas no Parque Maurílio Biagi. Na confluência da avenida Jerônimo Gonçalves com Fábio Barreto será criado um memorial com o plantio de cerca de 10 dessas palmeiras. No local haverá também um mural, contando toda a história da cidade e das árvores centenárias, que fazem parte da identidade histórica dos ribeirão-pretanos”. Prefeita acompanha início da operação de retirada e replantio das Palmeiras Imperiais
A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, acompanhou o trabalho de remoção e plantio da primeira palmeira, cercada por secretários, vereadores, representantes de entidades de preservação ambiental e de classe, e moradores da cidade.
O secretário de Obras Abranche Fuad Abdo, agradeceu o apoio de todos os envolvidos neste grande trabalho. “Fomos buscar o apoio da iniciativa privada para atender o pedido da prefeita, que determinou a realização de um plano para preservar as Palmeiras Imperiais. A empresa Leão Engenharia está cuidando da retirada deste primeiro lote de 14 palmeiras que serão replantadas no Parque Maurílio Biagi. Na confluência da avenida Jerônimo Gonçalves com Fábio Barreto será criado um memorial com o plantio de cerca de 10 dessas palmeiras. No local haverá também um mural, contando toda a história da cidade e das árvores centenárias, que fazem parte da identidade histórica dos ribeirão-pretanos”.
Joaquim Resende, secretário do Meio Ambiente, ressaltou o esforço coletivo para preservar as palmeiras. “Fizemos isso para preservar a memória dos nossos antepassados, que elegeram esta avenida como símbolo de Ribeirão Preto e da nossa história. Trata-se de um dia histórico no qual estamos, através desse trabalho, preservando um pouco da alma da nossa cidade e da história do nosso povo”.
Representando a Câmara Municipal, o vereador Nicanor Lopes parabenizou as empresas envolvidas no serviço e a equipe do governo municipal pela iniciativa. “Sabemos da importância das Palmeiras para a cidade, mas precisamos atacar o problema das enchentes nesta área, que atormenta a vida de todos, moradores, comerciantes e população em geral. Essa idéia de retirar as palmeiras da avenida e replantá-las em outro local é de grande importância para preservar a identidade histórica do município. Espero que rapidamente seja entregue esse conjunto de obras antienchentes e que as palmeiras, como previsto, sejam replantadas no Parque Maurílio Biagi e em outras avenidas da cidade, para que possam ser admiradas por todos como sempre foram aqui”, completou.
A retirada das árvores vai permitir o avanço das obras antienchentes. Dentro de 15 dias será aberta licitação para a segunda etapa do projeto (da rua Visconde do Rio Branco até a Martinico Prado). Uma terceira fase, até a rua Primo Tronco, deve ser licitada até o final deste ano. “Quero concluir esse projeto de combate a enchentes ainda no meu governo”, concluiu a prefeita Dárcy Vera. No domingo foram retiradas as quatro primeiras palmeiras de um total de 14 numa primeira etapa de remanejamento. Considerado um elemento de identidade cultural de Ribeirão Preto, as primeiras palmeiras retiradas serão replantadas no Parque Maurílio Biagi. Todas, no entanto, serão substituídas ao longo da Jerônimo Gonçalves após a conclusão das obras antienchentes. A prefeita Dárcy Vera e sua equipe de governo, secretários e funcionários estarão no local, acompanhando toda a operação. Operação – A retirada das palmeiras ao longo da avenida será por etapas. Num primeiro momento, serão retiradas e replantadas 14 palmeiras no Parque Maurílio Biagi. No domingo, a operação envolveu quatro exemplares. Outras 10 serão retiradas e replantadas nos finais de semana. As demais serão retiradas e replantadas conforme o avanço das obras. Essa operação está sendo viabilizada pela Leão Engenharia, empresa responsável pelas obras antienchentes, e que está dispondo de R$ 5 mil por palmeira. O replantio ou transplante acontece seguindo fases e contando com a participação de um guindaste, de uma carreta e de uma retroescavadeira. O guindaste prende a Palmeira e em seguida, uma retroescavadeira corta o solo ao seu redor fazendo o formato de um quadrado com as medidas de 2,5 metros por 2,5 metros de profundidade. Na seqüência o guindaste iça a Palmeira tombando-a ao solo (e mantendo raízes e volume). Na fase seguinte, o guindaste levanta a Palmeira por dois pontos de fixação e coloca na carreta que a transportará até o Parque Maurílio Biagi, onde faz o transplante para cova já preparada com as mesmas dimensões do local onde foi retirada, o que facilita o plantio da mesma. O grande volume extraído de terra, juntamente com a palmeira, cria a estabilidade necessária para que a grande árvore se fixe no novo solo, preservando também suas raízes. Presença centenária - As primeiras Palmeiras Imperiais da avenida Jerônimo Gonçalves datam de 1903 e foram plantadas por Max Bartsch, então uma espécie de paisagista contratado pela Prefeitura Municipal e por Cassiano Esteves, funcionário da Prefeitura aposentado em 1957. Ambos foram responsáveis também pelo plantio da vegetação das Praças Carlos Gomes, Praça XV de Novembro, Schmidt e das Bandeiras. Atualmente existem na Avenida 128 palmeiras. De origem asiática, a Palmeira Imperial, provavelmente, foi trazida para o Brasil pela família real, com a vinda de D. João VI para o País. Foi aclimatada às condições brasileiras no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e de lá foi espalhada para as demais regiões do país. Também chamada de “palmeira-máter”, é a mais conhecida entre as 26 espécies exóticas do Brasil.
A prefeita Dárcy Vera agradeceu a toda equipe envolvida nesta primeira fase do trabalho: secretários, técnicos, Leão Engenharia, entidades de classe e de preservação ambiental, que estão contribuindo para manter viva a memória de toda a população ribeirão-pretana. Fez uma homenagem à família de Max Bartsch, que plantou as primeiras Palmeiras Imperiais na Jerônimo Gonçalves. Entregou a seu bisneto, Pedro Bartsch, um quadro com simulação da paisagem de trecho da Celso Charuri, onde alguns exemplares das palmeiras serão replantados.
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